O Estádio de Vallecas vai ser alvo de obras urgentes e ficará indisponível durante vários meses, numa intervenção que poderá prolongar-se até seis meses, a poucas semanas do arranque da temporada 2026/27.
A decisão surgiu depois de uma auditoria que detetou diversas falhas ao nível da segurança, manutenção e cumprimento das normas em vigor. Perante os resultados do relatório, as autoridades da Comunidade de Madrid decidiram assumir temporariamente a gestão do recinto.
Mariano de Paco Serrano, responsável pela Cultura, Turismo e Desporto da Comunidade de Madrid, explicou que a intervenção era inevitável.
“Realizámos uma auditoria ao estádio e os resultados foram bastante preocupantes no que diz respeito à manutenção, uma responsabilidade que competia diretamente ao clube”.
Além dos problemas de conservação, o relatório identificou irregularidades relacionadas com licenças e requisitos legais, bem como deficiências nos sistemas de proteção contra incêndios, nas instalações elétricas e nas condições de higiene.
A inspeção revelou ainda que a zona destinada à restauração estava a ser utilizada como espaço de armazenamento, aumentando o risco em caso de incêndio. O documento refere também que uma parte significativa das infraestruturas já ultrapassou a sua vida útil.
A Comunidade de Madrid acusa ainda o Rayo Vallecano de falta de colaboração durante todo o processo de auditoria. Segundo Mariano de Paco Serrano, o clube foi notificado a 12 de junho para prestar esclarecimentos sobre as deficiências encontradas, mas não apresentou qualquer resposta dentro do prazo estabelecido.
No último dia do prazo solicitaram uma prorrogação, que foi concedida. Ainda assim, voltaram a não entregar qualquer documentação
Perante este cenário, o Rayo Vallecano não poderá disputar no Estádio de Vallecas o primeiro jogo em casa da nova edição da La Liga, frente ao Alavés, marcado para 20 de agosto. O local alternativo está agora a ser definido em conjunto pelo clube, pela Federação Espanhola e pela La Liga.





Deixe uma resposta