O asfalto de Barcelona testemunhou o renascer de uma lenda vestida de vermelho. Lewis Hamilton quebrou o jejum e carimbou a sua primeira vitória ao volante da Ferrari, num Grande Prémio de Espanha que testou os limites da tática e da mecânica. Numa tarde marcada pelo desgaste infernal dos pneus

Foto: F1



A corrida começou com George Russell a segurar a liderança a partir da pole-position, seguido de perto por Hamilton e Antonelli. Mas o circuito espanhol tinha uma armadilha preparada: a degradação extrema dos pneus.

Enquanto a Mercedes e a McLaren de Lando Norris tentavam gerir a borracha para sobreviver com apenas duas paradas, a Ferrari deitou os dados à mesa com uma abordagem ultra-agressiva de três idas às boxes onde o Safety Car acabou por ajudar a essa estratégia

O golpe de teatro aconteceu à passagem da volta 40. O abandono de Fernando Alonso forçou um Safety Car Virtual e a escuderia italiana reagiu com frieza cirúrgica, chamando Hamilton para a última paragem. Com o tempo perdido nos boxes reduzido drasticamente pela neutralização, o britânico regressou à pista na liderança líquida, cavando uma vantagem intransponível.

Nas voltas finais, o drama subiu de tom. Antonelli ainda tentou salvar a honra da Mercedes ao ultrapassar o companheiro Russell na volta 61, mas o motor do seu W17 capitulou logo a seguir, forçando o líder do campeonato ao abandono. Pouco depois, Charles Leclerc também ficava pelo caminho com uma avaria na direção hidráulica do seu Ferrari.

Livre de oposição, Hamilton cruzou a meta em triunfo, ladeado no pódio por Russell e Norris. Max Verstappen fechou num discreto quarto lugar

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