O jejum que sufocava Nova Iorque há mais de meio século ruiu no Texas, num daqueles enredos que o desporto adora eternizar.

Passados 53 anos de espera, os Knicks reconquistaram o trono da NBA, fechando a final em 4-1 após arrancarem um triunfo por 94-90 no quinto jogo, no pavilhão dos San Antonio Spurs. Mais do que a glória do terceiro anel a noite de sábado soube a uma vingança servida a frio, apagando a amargura da final perdida para este mesmo rival em 1999.
A noite parecia destinada a estragar a festa dos forasteiros. Os Spurs entraram autoritários, fixando um parcial de 23-13 no primeiro quarto. A vantagem caseira chegou a tocar a barreira dos 18 pontos e, apesar de uma ligeira reação nova-iorquina antes recolher aos balneários (42-37), a equipa de San Antonio voltou a disparar no terceiro período, cavando um fosso de 19 pontos.
Contudo, os Knicks já tinham provado no quarto jogo , quando recuperaram de uma desvantagem de 29 pontos, que não colapsam sob pressão. No momento da verdade, Jalen Brunson assinou uma exibição de antologia. O base carregou a equipa às costas, rubricou 45 pontos e ofuscou por completo os 19 do gigante Wembanyama. A sete minutos do fim, com o marcador em 83-73 para os Spurs, Brunson congelou o pavilhão ao ditar o empate e, pouco depois, a reviravolta na linha de lance livre.
Na agonia do cronómetro, enquanto a estrela dos Spurs tremia no tiro exterior, a frieza de Josh Hart, Mikal Bridges e OG Anunoby carimbou o destino da liga. O jejum acabou.





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