A UEFA acaba de levantar o véu sobre a elite que definiu a edição 2025/26 da Liga dos Campeões Feminina, oficializando os prémios individuais e o onze ideal da temporada. Num exercício de reconhecimento pelo mérito desportivo, os observadores técnicos da entidade máxima do futebol europeu destacaram não apenas a hegemonia coletiva, mas o brilho individual que transformou esta campanha num marco geracional.

Foto : Alexia Putellas



Alexia Putellas volta a sentar-se no trono europeu. Ao ser eleita a Jogadora da temporada, a capitã do Barcelona não vê apenas recompensado o seu talento, mas sobretudo uma consistência assombrosa, foram 14 participações diretas em golos, sete finalizações certeiras e sete assistências que serviram de bússola para a conquista blaugrana. A distinção, a segunda do género no palmarés da média, sublinha a sua capacidade de ditar o ritmo em qualquer setor do campo.

O futuro, porém, também teve o seu momento de consagração com a atribuição do prémio Revelação da temporada a Lily Yohannes. Aos 18 anos, a centrocampista do Lyon demonstrou uma maturidade que desafia a idade, afirmando-se como o elemento mais vibrante da nova vaga do futebol feminino. A sua transição para o emblema francês provou ser o catalisador ideal para uma ascensão meteórica, marcada por golos de belo efeito e uma presença em campo que não passou despercebida aos olhos dos especialistas.

Foto : Lily Yohannes



No que toca à eleição do Onze da Época a distribuição reflete o equilíbrio de forças desta edição. O Barcelona domina com cinco representantes Cata Coll, Mapi León, Patri Guijarro, Alexia Putellas e a artilheira Ewa Pajor, mas o reconhecimento estende-se a outras cores: o Lyon, finalista vencido, coloca as defesas Wendie Renard e Selma Bacha ao lado da média Melchie Dumornay, enquanto o Arsenal surge representado por Emily Fox e Alessia Russo. A fechar este grupo de elite, a alemã Pernille Harder, do Bayern Munique, garante o seu lugar na linha avançada.

É o retrato final de uma época onde a excelência individual se fundiu com a estratégia coletiva, elevando a fasquia do futebol feminino no continente.

Foto: UEFA

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