Em Santo Tirso, o Valadares Gaia sentenciou o destino da Taça AF Porto, renovando o título de bicampeão num duelo de contrastes marcantes. Se, por um lado, as gaienses se apresentaram com a frieza de quem conhece os atalhos do sucesso, o FC Porto viveu uma semana para esquecer. Após a desilusão na final da Taça de Portugal frente às encarnadas, o emblema portista, que prepara a ascensão à elite da Liga BPI, aspirava a um bálsamo que a realidade do jogo negou liminarmente.

Curiosamente, foi o FC Porto quem ditou o ritmo inicial. Com Daniel Chaves no comando, as azuis e brancas circularam a bola com critério e prometeram dominar, mas faltou-lhes o discernimento necessário no último terço. O Valadares, veterano destas lides, não perdoou: à primeira brecha, Jennie Lakip inaugurou o marcador. O golpe foi sentido, e antes que a equipa do Porto pudesse estabilizar, Vânia Duarte dilatou a vantagem ainda antes do descanso.
O segundo tempo foi um exercício de insistência estéril por parte das portistas. Nem Lara Perruca, nem Lily Bryant conseguiram traduzir em golos o ascendente territorial. A eficácia, essa, residia apenas do lado de Gaia. Aos 74 minutos, um desvio infeliz de Eliza Turner para a própria baliza encerrou o marcador em 3-0.
O Valadares fecha a época com o troféu na mão, enquanto o FC Porto parte para as merecidas férias com o peso de uma semana em que o futebol lhes provou que, além da ambição, a experiência é o ingrediente que decide finais.






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