O Estádio dos Arcos viu a sorte do play-off de acesso à Liga BPI ficar num impasse após um duelo de nervos entre Rio Ave e Gil Vicente. O 1-1 final reflete um jogo de contrastes a audácia das minhotas, que souberam aproveitar o raro espaço concedido, e a tenacidade das da casa, forçadas a redesenhar o plano de jogo devido a uma sucessão de lesões inoportunas.

Foto: Gil Vicente



A primeira parte pertenceu ao domínio territorial das vilacondenses, que pressionaram e encostaram as visitantes às cordas. Mas o futebol pouco se importa com estatísticas de posse: perto do intervalo, um lance de contra-ataque cirúrgico, culminado por um remate certeiro de Anna Braendstrup, gelou os adeptos locais e colocou o emblema de Barcelos em vantagem contra a corrente dos acontecimentos.

No segundo a metade o desafio tornou-se uma batalha de atrito, marcada por interrupções e pela fragilidade física das rioavistas. Ainda assim, a equipa de Vila do Conde recusou a derrota e transformou a frustração em ímpeto atacante. O golo do empate surgiu, com justiça, num momento de bola parada, quando um cruzamento tenso de Ana Assucena provocou o erro defensivo que restabeleceu o equilíbrio no marcador.

Com o empate fixado, o bilhete para a elite do futebol feminino português ou para a permanência na mesma só será carimbado em Barcelos. No próximo semana, a pressão mudará de lado e o fator casa será o trunfo final para decidir quem sobrevive a este play-off de sobrevivência e ambição.

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