Em Oslo, a “máquina” catalã ajustou o seu engenho na segunda parte e desmantelou a resistência francesa, consagrando-se como a rainha do continente europeu.

Foto: FC Barcelona



O FC Barcelona conquistou este sábado a sua quarta Liga dos Campeões Feminina, ao derrotar o Olympique Lyonnais por uns expressivos 4-0 na grande final disputada em Oslo. Num duelo que começou tenso e marcado pela intensidade física, o conjunto blaugrana soube sofrer, resistir à agressividade francesa e, na segunda metade, exibir a qualidade técnica que o define para sentenciar a partida com autoridade.

O arranque da partida deixou claro que não seria um jogo de contemplações. Lyon e Barcelona entraram em campo dispostos a medir forças no capítulo físico, resultando num início com vários duelos intensos e interrupções frequentes.

O Barcelona, fiel ao seu ADN, tentava controlar a posse de bola, e a primeira grande ameaça surgiu pelos pés de Graham Hansen, que, após incursão na direita, serviu Alexia Putellas, cujo remate passou a centímetros do poste. No entanto, o Lyon, letal nas transições e forte fisicamente, esteve perto de protagonizar um *déjà vu* da final do ano passado. Aos 14 minutos, na sequência de um livre, Lindsey Horan chegou a introduzir a bola na baliza de Cata Coll, mas a intervenção do VAR anulou o tento por fora de jogo, mantendo o nulo no marcador. Quase um deja vu da final do ano passado que começou assim…

O Lyon, confortável sem bola, continuou a explorar a velocidade, deixando o Barcelona desconexo e algo desleixado na construção. Até ao intervalo, o jogo manteve-se equilibrado, com as francesas a forçarem Cata Coll a uma defesa de enorme dificuldade num livre direto de Bacha aos 40 minutos.

O reatamento trouxe um Lyon que parecia querer assumir as rédeas. Aos 50 minutos, Horan isolou-se perante Cata Coll, mas a guardiã espanhola confirmou o seu estatuto de “muralha”, negando o golo à equipa gaulesa num momento que mudaria o rumo do encontro.

Água mole em pedra dura tanto bate até qe fura e a resiliência catalã acabou por surtir efeito aos 54 minutos. Após sucessivas tentativas, Ewa Pajor, servida por Patri Guijarro, bateu finalmente a defensiva do Lyon, inaugurando o marcador em Oslo e libertando a equipa de Jonatan Giráldez de qualquer ansiedade.

O golo galvanizou o Barcelona. Aos 70 minutos, a ligação entre Salma Paralluelo e a ponta-de-lança polaca voltou a ser fatal: Paralluelo segurou a bola ao segundo poste e serviu Pajor, que, em cima da linha, só teve de encostar para o 2-0.

Com o Lyon desorientado e a tentar reduzir a desvantagem sendo novamente travado por uma exibição monumental de Cata Coll aos 75 minutos  o Barcelona assumiu o domínio total da partida.

Já nos instantes finais, o talento individual veio ao de cima. Salma Paralluelo, que já tinha sido decisiva na assistência, assumiu o protagonismo para fechar as contas. Com dois golos de belo efeito num curto espaço de quatro minutos, a jovem avançada transformou a vitória num triunfo avassalador, fixando o resultado final em 4-0.

O FC Barcelona levanta, assim, o seu quarto troféu europeu, numa noite em Oslo onde a organização e a precisão espanhola acabaram por subjugar a força física das francesas, confirmando a hegemonia blaugrana no futebol feminino europeu.

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