Há noites que definem uma dinastia, e a última final da SAFF Women’s Cup foi a prova provada de que o futebol feminino na Arábia Saudita tem um dono incontestável e uma forte identidade portuguesa. Em Riad, num dérbi eletrizante que só ficou resolvido no prolongamento, o Al Nassr levou a melhor sobre o rival Al Hilal, fixando um emotivo 3-2 no marcador para festejar o quarto troféu da temporada.

As bancadas ainda procuravam o ritmo do jogo quando a lusa Jéssica Silva decidiu agitar as águas. Perto do intervalo, aos 44 minutos, a avançada correspondeu com eficácia a um passe de Fatimah Mansour e colocou o Al Hilal, orientado por Luís Andrade, na frente do marcador. O plano do técnico português parecia perfeito, desenhado para travar a hegemonia amarela, mas a resistência ruiu a escassos minutos do fim do tempo regulamentar.
Durante quase toda a partida, o Al Hilal agarrou-se a essa vantagem mínima com unhas e dentes, saboreando a hipótese de quebrar o enguiço.
Só que o futebol tem destas coisas e guarda os maiores nós na garganta para o fim. Faltavam quatro minutos para o apito final quando Clara Luvanga apareceu do nada para estragar a festa de Luís Andrade, resgatando um empate tardio que empurrou toda a gente para um prolongamento de nervos.
O que se seguiu nesses trinta minutos extra foi o descalabro para o Al Hilal e a glória para Luvanga, que completou um hat-trick monumental com mais um golo logo aos 97 e aos 100+4 minutos.
Asisat Oshoala ainda tentou dar um último fôlego ao Al Hilal ao converter uma grande penalidade no milionésimo minuto do prolongamento , mas o 3-2 final já não saía do papel.
No fim, o Al Nassr arrecadou a SAFF Women’s Cup, o quarto caneco da conta pessoal do clube e da internacional portuguesa Andreia Faria esta época e confirmou que, por aquelas paragens, manda quem veste de amarelo.





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