O trono do futebol feminino inglês volta a vestir-se de azul claro . Numa tarde que ficará gravada na memória dos adeptos em Manchester, o City confirmou o regresso ao topo da Women’s Super League, quebrando um jejum de dez anos que persistia desde a glória de 2016. O título, embora carimbado matematicamente com o tropeço do Arsenal frente ao Brighton, é o culminar de uma caminhada que roçou a perfeição

A revolução começou no verão, quando Andrée Jeglertz assumiu as rédeas de um balneário renovado. O técnico sueco não perdeu tempo a imprimir a sua identidade e os números não mentem: 17 triunfos em 21 partidas disputadas. O momento de viragem ocorreu logo cedo, no Joie Stadium, com uma vitória tangencial sobre o Brighton que serviu de gatilho para uma série avassaladora de 13 vitórias consecutivas. Pelo caminho, as “Cityzens” mostraram a sua fibra ao derrubar gigantes como o Chelsea, o Arsenal e o rival United, provando que a hierarquia do futebol britânico estava prestes a mudar
A reta final não esteve isenta de drama. No passado domingo, uma vitória arrancada a ferros nos descontos contra o Liverpool manteve a pressão sobre as perseguidoras e deixou o troféu à distância de um deslize alheio. Apesar de alguns sinais de fadiga nas últimas jornadas, a resiliência deste grupo foi o fator decisivo.
No final, a consistência de uma época de luxo prevaleceu, devolvendo o Manchester City ao lugar que reclamava há uma década: o de campeão de Inglaterra.





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