A cidade de Boston foi palco, este fim de semana, de um daqueles capítulos que justificam a paixão pelo futebol. Sob o comando da portuguesa Filipa Patão, o Boston Legacy alcançou a sua primeira e suada vitória na NWSL, num duelo de “recém-chegados” contra o Denver Summit que manteve os adeptos em suspenso até ao último fôlego. O triunfo por 3-2 não foi apenas um somatório de pontos, mas uma demonstração de resiliência e crença no projeto liderado pela técnica lusa.

O início da partida não augurava facilidades para a formação da casa. Logo aos 18 minutos, Yazmeen Ryan silenciou o estádio ao colocar o Denver Summit na frente, obrigando o Legacy a correr atrás do prejuízo desde cedo. A resposta, contudo, revelou a fibra de um coletivo que se recusa a baixar os braços: em cima do intervalo, aos 44 minutos, Nichelle Prince restabeleceu a igualdade, devolvendo a esperança e o equilíbrio ao marcador antes do descanso.
A segunda metade reservou um guião digno de cinema. O Denver voltou a colocar-se em vantagem, e o cronómetro tornou-se o maior inimigo de Filipa Patão. Mas, quando o destino parecia traçado, o Boston Legacy operou o milagre. Aissata Traoré empatou a contenda no minuto 90 e, no último suspiro dos descontos, aos 94, Bianca St. Georges finalizou uma reviravolta épica que deu à equipa a primeira vitória da sua história na liga norte-americana.
Este triunfo surge após sinais claros de crescimento, depois de o Legacy ter somado o seu primeiro ponto na jornada anterior, num empate a duas bolas frente ao North Carolina Courage. Filipa Patão começa, assim, a desenhar uma identidade que aos poucos vai sorrindo em solo norte-americano, provando que o Boston Legacy está a trabalhar para se integrar na NWSL





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