Houve um tempo em que as finais de hóquei em patins eram sinónimo de incerteza até ao último soar da buzina, mas a tarde deste domingo, em Tomar, fugiu à regra para se transformar num recital de um homem só.

Sob o teto do pavilhão nabantino, o Sporting não se limitou a vencer; esmagou as aspirações do Óquei de Barcelos com uma autoridade que roçou a perfeição, carimbando um 4-0 que mantém o troféu da Taça de Portugal no museu de Alvalade.
A história desta final da edição 2025/26 escreve-se com o sotaque argentino de Gonzalo Romero. “Nolito”, como é carinhosamente tratado pelas bancadas, decidiu resolver o destino da prova logo no amanhecer da partida. Com uma eficácia fria e quase cirúrgica, o craque leonino faturou aos três e aos quatro minutos, deixando a formação minhota num estado de choque precoce do qual nunca chegou a recuperar verdadeiramente.
O domínio verde e branco estendeu-se para além do intervalo, com Nolito a completar o seu póquer pessoal aos 29 e, finalmente, aos 45 minutos, este último através de um livre direto executado com a mestria de quem domina a arte do stick como poucos.
Com este triunfo categórico, o Sporting ergue a sua sexta Taça de Portugal, repetindo o feito da temporada passada e consolidando o seu estatuto como a terceira potência histórica da competição, apenas atrás de FC Porto e Benfica.
Já o Óquei de Barcelos, apesar do esforço, terá de esperar por outra oportunidade para tentar chegar ao seu quinto título, vergado hoje à inspiração divina de um argentino que transformou uma final nacional num monólogo inesquecível.





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