Num Pavilhão Multiusos de Gondomar a rebentar pelas costuras, o futsal português provou por que razão é dono de um dos dérbis mais vibrantes. O Benfica ergueu a sua nona Taça de Portugal, batendo o Sporting por 6-5, num duelo que foi uma autêntica montanha-russa de emoções, onde a estratégia de Cassiano Klein e o coração dos seus jogadores travaram a resistência leonina.

O cronómetro mal tinha começado a contar quando a audácia encarnada deu frutos. Aos três minutos, aproveitando o adiantamento de Bernardo Paço, Carlos Monteiro inaugurou o marcador e deu o mote para uma primeira parte frenética.
Enquanto o Sporting tentava responder, esbarrando na trave ou no desacerto, as águias mostravam um veneno letal no contra-ataque. Kutchy ampliou a vantagem após uma arrancada solitária e, apesar da resposta imediata de Rocha, o Benfica chegou ao 3-1 por intermédio de Jacaré. Antes do descanso, o colosso Zicky Té ainda reduziu, deixando tudo em aberto para a etapa complementar.
O regresso dos balneários foi um autêntico “atropelo” encarnado. Em apenas três minutos, Lúcio Rocha e novamente Carlos Monteiro levaram o marcador para uns expressivos 5-2. Parecia o xeque-mate, mas o Sporting de Nuno Dias recusa-se a morrer sem lutar. Entre golos de Diogo Santos e Alex Merlim o Benfica ainda viu Pany Varela faturar contra a sua antiga equipa.
O drama atingiu o auge nos minutos finais. Com a expulsão de Higor de Souza, o Benfica viu-se em inferioridade numérica e sob o fogo dos livres diretos de dez metros. Foi aqui que emergiu a figura de André Correia. Lançado para o lugar de Léo Gugiel ,que até então tinha feito um jogo fechado de defesas e de várias amostras de presença, o guardião tornou-se uma autêntica muralha, travando as tentativas de Tomás Paçó e Bruno Pinto.
Nem a aposta desesperada de colocar Alex Merlim como guarda-redes avançado salvou o Sporting. O golo de Bruno Pinto, a escassos 12 segundos do fim, foi apenas o último suspiro de um campeão destronado.
O Benfica recupera a hegemonia da Taça, num triunfo que combina eficácia ofensiva com uma resistência defensiva heroica.





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