O relvado do Emirates Stadium foi palco, este domingo, de um daqueles embates que dignificam a Liga dos Campeões Feminina. Numa partida onde a resiliência superou o favoritismo teórico, o Arsenal conseguiu anular a vantagem inicial do Lyonnes, garantindo um triunfo por 2-1 que deixa as Gunners com o pé direito na corrida para a final.

Foto: UEFA / Arsenal



A equipa francesa entrou com a autoridade que lhe é característica, gelando as bancadas logo aos 18 minutos. Jule Brand, num lance de insistência individual, deixou Kim Little para trás e finalizou com precisão cirúrgica. Parecia o início de uma tarde cinzenta para as londrinas, que viram ainda o VAR anular um penálti assinalado sobre a sua capitã, após uma intervenção de Wendie Renard que a equipa de arbitragem considerou legal.

Contudo, a sorte bafejou a audácia do Arsenal pouco antes da hora de jogo. Numa cobrança de livre de Mariona Caldentey, o pânico instalou-se na pequena área francesa. Entre a hesitação de Christiane Endler e o infortúnio de Ingrid Engen, a bola acabou no fundo das redes, um autogolo que serviu de combustível para a reviravolta.

A pressão inglesa intensificou-se e, a nove minutos do fim, o momento de glória pertenceu a Olivia Smith. Aproveitando uma desconcentração defensiva das visitantes, a jogadora não perdoou e encostou para a baliza deserta, selando o resultado. Apesar da resposta tardia do Lyonnes, que chegou a enviar uma bola ao poste por Diani, a muralha defensiva montada por Renée Slegers manteve-se firme.

Com este desfecho, o Arsenal viaja para França na próxima semana com uma vantagem magra, mas preciosa naquilo que é a corrida das inglesas á revalidação do título, obrigando as crónicas campeãs francesas a uma recuperação total no Groupama Stadium.

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