O pavilhão Municipal Patrícia Sampaio, em Tomar, foi o cenário de mais um capítulo da hegemonia encarnada no hóquei em patins feminino. Numa tarde de emoções fortes e perante três centenas de adeptos, o Benfica ergueu a Taça de Portugal pela 12.ª vez consecutiva, embora o Stuart Massamá tenha obrigado as campeãs a lutar até ao último suspiro pela vitória de 3-2.

Foto: SL Benfica



O encontro começou com aquele tipo de azar que costuma perseguir quem desafia gigantes: um autogolo de Diana Pinto que deu vantagem às águias. Mas se alguém esperava um passeio, enganou-se. A resposta de Massamá veio rápida, num remate seco de Raquel Duarte que gelou a confiança encarnada e mandou o jogo para o intervalo com tudo em aberto, depois de uma bola na trave ter ameaçado a reviravolta.

Na segunda parte, o Benfica mostrou porque é que não perde esta competição desde que o mundo se lembra. Mesmo com um penálti falhado, a persistência de Raquel Santos e o instinto de Sara Roces colocaram o marcador num 3-1 que parecia final. Contudo, o desporto é feito de resistência. Rita Barros reduziu, e o pavilhão transformou-se numa panela de pressão.

O clímax foi digno de um guião de cinema. Faltavam apenas treze segundos. Um livre direto separava o Stuart Massamá do prolongamento e do sonho. Frente a frente, a capitã Marta Marujo e a guarda-redes Maria Vieira. No duelo de nervos, ganhou a guardiã das águias. Uma defesa que valeu mais do que um jogo; valeu a manutenção de um reinado de doze anos que continua sem fim à vista.

O 3-2 final é o espelho de uma tarde onde o Benfica soube sofrer para continuar a ser o dono absoluto da prova rainha.

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