O Estádio Amélia Morais vestiu-se de gala este sábado para testemunhar um momento histórico no futebol feminino. Num final de tarde onde o destino parecia traçado desde o apito inicial, o Benfica bateu o SC Braga por 3-1 carimbando de forma indelével a conquista do seu sexto título nacional consecutivo.

A equipa de Ivan Baptista não perdeu tempo a mostrar ao que vinha. Logo aos 5 minutos, a eletrizante Lúcia Alves rompeu pela direita, servindo de bandeja a Nycole Raysla, que apenas teve de encostar para o primeiro da tarde.
O domínio das águias era asfixiante, com Caroline Möller a testar os reflexos de Íris Esgueiro, enquanto o VAR ia travando temporariamente as celebrações ao anular um golo a Diana Silva aos 26. Contudo, a justiça do marcador chegaria antes do descanso, com a mesma Diana Silva a redimir-se e a faturar o 0-2 aos 42 minutos.
Na segunda metade, as Gverreiras do Minho regressaram com outra postura. Mais audazes, as anfitriãs conseguiram reduzir a desvantagem aos 70 minutos, através de um remate certeiro da mexicana Maribel Flores. O golo animou as bancadas e trouxe incerteza, mas o Benfica reagiu com a frieza de quem domina a modalidade em Portugal. Seis minutos depois, a capitã Carole Costa sentenciou a partida, fixando o 1-3 final.
Ainda houve tempo para um golo anulado ao Braga nos descontos, mas nada impediria a festa lisboeta.
Com esta vitória, as encarnadas mantêm a invencibilidade e somam 42 pontos, tornando-se matematicamente inalcançáveis para o Sporting a duas jornadas do fim.
O Hexacampeonato é uma realidade, coroando uma época de absoluta hegemonia sob o comando de Ivan Baptista.





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