O futebol sempre teve uma elite muito restrita, um clube de cavalheiros onde o golo era a única moeda de troca aceite. Durante décadas, a Bota de Ouro da European Sports Media (ESM) foi o selo definitivo de realeza, quem a vencia não era apenas um goleador, era o monarca absoluto da Europa, o herdeiro de lendas como Eusébio, Cristiano Ronaldo ou Gerd Müller. Mas faltava uma metade a este trono.

Foto: Reprodução Internet



Em Budapeste, no pulsar da Puskás Arena, o destino foi corrigido. A decisão da ESM de lançar a Bota de Ouro feminina para a época 2026/27 não é uma nota de rodapé  é um terramoto. Estamos a falar de elevar a artilheira do continente ao mesmo patamar de imortalidade estatística. É o fim da era em que os golos das mulheres eram “invisíveis” para a balança de ouro que dita quem é o maior matador do Velho Continente.

Até maio, os matemáticos do desporto vão afinar os coeficientes aquele sistema de pesos que transforma um golo numa liga de topo num tesouro mais valioso do que outro em campeonatos periféricos. Contudo, o “sal” da questão é este: a partir de agora, o metal mais cobiçado do mundo não distingue o pé que remata. A bota é de ouro, a baliza é de rede e a glória, finalmente, é universal.

O golo europeu deixou de ser uma conversa a meio gás para passar a ser um coro completo. Na próxima época teremos oficialmente a primeira Bota de Ouro feminina

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