A noite em Cuiabá não foi apenas um compromisso de calendário; foi o palco de uma afirmação coletiva. Sob o calor húmido e o apoio vibrante de 13 mil vozes na Arena Pantanal, a seleção brasileirareclamou para si o trono da FIFA Series. O triunfo tangencial de 1-0 sobre o Canadá, na noite deste sábado, selou uma campanha imaculada, onde a eficácia se aliou ao talento para desenhar um percurso de 100% de aproveitamento.

Foto: CBF / Gio Garbelini via Instagram



O desfecho do torneio foi o corolário de uma caminhada autoritária. Depois de despachar a Coreia do Sul e a Zâmbia com goleadas que espelharam um ataque demolidor, as “Canarinhas” encontraram nas canadianas o teste de resistência que faltava. A primeira parte foi um monólogo brasileiro, um assédio constante à baliza de Sheridan que só não rendeu frutos mais cedo por obra do azar e dos ferros.

Contudo, o destino da taça ficou traçado logo no reatamento. Numa transição vertiginosa, Kerolin , eleita com toda a justiça a melhor do torneio, testou os reflexos da guardiã adversária. No ressalto, a estreante Aline Gomes não vacilou: com a frieza das predestinadas, enviou a bola para o fundo das redes, assinando o seu batismo de golo com a camisola principal e garantindo o troféu.

O troço final do encontro exigiu contornos de resiliência. Com a expulsão de Ary Borges a dez minutos do fim, o Brasil viu-se obrigado a recuar linhas e a confiar no instinto de Lelê, que com duas intervenções de antologia negou o empate ao Canadá. Esta vitória não só enriquece a vitrine de troféus, como prolonga uma invencibilidade caseira que já dura há dez jogos, transformando o solo brasileiro numa fortaleza intransponível.

Mais do que os números 12 golos marcados e uma solidez defensiva assinalável , fica a sensação de que este grupo, liderado pela visão de Artur Elias encontrou o fio condutor para os desafios que se avizinham no horizonte internacional.

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