Quando Paulinho saiu de Portugal rumo ao México, muitos olharam para a transferência como o fim de uma história. Longe dos grandes palcos europeus, parecia destinado a desaparecer das conversas sobre a Seleção Nacional. A realidade foi bem diferente.

Ao serviço do Toluca, o avançado português transformou-se numa das principais figuras do futebol mexicano. Golos, títulos, prémios individuais e uma ligação cada vez mais forte aos adeptos. Enquanto em Portugal o seu nome aparecia cada vez menos nas manchetes, no México tornava-se sinónimo de sucesso.
A questão surge naturalmente: o que mais poderia Paulinho ter feito?
O avançado conquistou campeonatos, levantou troféus e assumiu um papel decisivo numa das equipas mais históricas do futebol mexicano. Fez aquilo que sempre se pede a um ponta-de-lança: marcar golos e ajudar a equipa a vencer. E fê-lo de forma consistente. Foi o melhor jogador e melhor marcador da competição, onde conquistou a Liga dos Campeões da CONCACAF.
Paulinho fez história ao conquistar a Bota de Ouro não apenas uma, mas três vezes, tornando-se o primeiro jogador a alcançar o feito em três épocas consecutivas (Apertura 2024, Clausura 2025 e Apertura 2025).
O avançado português soma um total de 62 jogos oficiais, 44 golos e 10 assistências.
No entanto, quando chegaram as convocatórias da Seleção, o seu nome continuou ausente.
É verdade que Portugal atravessa uma geração extraordinária de avançados. A concorrência é feroz e nenhum lugar está garantido. Pode não ter lugar nas escolhas mais recentes da Seleção, mas dificilmente alguém lhe tira aquilo que construiu do outro lado do Atlântico.





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