O Arsenal escreveu uma página inédita na história do futebol feminino ao conquistar o primeiro mundial de clubes, vencendo o Corinthians por 3-2 após prolongamento, numa final marcada por emoção, reviravoltas e resistência até ao último fôlego.

Foto: @DailyAFC via X



No Emirates Stadium, a jogarem em casa,  as inglesas entraram dominadoras, assumindo a posse e empurrando o Corinthians para trás. A guarda-redes Lelê manteve as “Brabas” vivas com várias intervenções decisivas, mas acabou traída por um ressalto que permitiu a Olivia Smith inaugurar o marcador ainda cedo. A resposta brasileira foi imediata e cheia de carácter: primeiro um aviso de Duda Sampaio ao travessão e, logo depois, Gabi Zanotti (que fez o golo da equipa brasileira frente ao Gotham) a empatar de cabeça na sequência de um pontapé de canto, devolvendo equilíbrio à decisão.

O jogo ganhou intensidade, com o Arsenal a insistir pelos corredores e o Corinthians a responder em transições rápidas. No segundo tempo, a pressão inglesa voltou a dar frutos quando Lotte Wubben-Moy apareceu no ar para fazer o 2-1. Quando tudo parecia encaminhado para o desfecho londrino, o Corinthians mostrou porque é uma potência continental: já nos descontos, um penálti confirmado pelo VAR permitiu a Vic Albuquerque empatar e levar a final para prolongamento.

Com o desgaste a ser visível, o momento decisivo surgiu num erro a meio-campo. Caitlin Foord arrancou pela esquerda, entrou na área e finalizou com frieza para o golo que acabou por decidir o título. Ainda houve tempo para um susto final, com a guarda-redes Anneke Borbe a sair lesionada após um choque, num fecho agridoce para uma noite histórica.

O Arsenal, vencedor da última edição da Liga dos Campeões, celebrou a conquista inaugural da nova competição da FIFA, num duelo que ficará como símbolo do crescimento e da competitividade do futebol feminino mundial.

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