
Alex Sandro Silva Pereira nasceu em 7 de julho de 1987, em São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil.
A alcunha “Poatan”: significa “Mãos de Pedra” no Tupi, nome dado por seu treinador Belocqua Wera, refletindo uma identidade ligada à ancestralidade indígena.
Desde cedo, Poatan viveu em uma condição humilde. Ele abandonou os estudos aos 12 anos de idade para trabalhar em uma borracharia, ajudando na oficina para ajudar financeiramente em casa,também foi servente de pedreiro.
Vícios, perdas e espiritualidade
Poatan revelou que enfrentou por muitos anos o vício em álcool, iniciando o consumo ainda muito jovem (por volta dos 12 anos) e que isso trouxe complicações significativas em sua vida pessoal. Ele relata ter parado há bastante tempo e considerado esse um dos maiores adversários que teve de superar.
Teve uma perda trágica: o irmão mais velho, Angelo, foi assassinado em São Bernardo do Campo quando era jovem. Isso marcou sua família.Além das dificuldades práticas e emocionais, Poatan buscou uma reconexão com suas raízes indígenas. Ele passou por rituais de passagem com seu treinador para reforçar sua identidade, inclusive adotando o apelido “Poatan” como parte desse processo.
Mesmo após alcançar sucesso, ele mantém lembranças fortes de suas origens. Ele visita a antiga borracharia onde trabalhou quando tem oportunidade, dizendo que “não esquece de onde vem.”
Ele também fala publicamente sobre seus problemas antigos, como alcoolismo, com o objetivo de inspirar outras pessoas que enfrentam situações semelhantes.
Carreira profissional
Kickboxing
Poatan se destacou primeiro no kickboxing, especialmente no torneio Glory Kickboxing, onde foi campeão mundial em duas categorias (peso médio e meio-pesado). Foi o primeiro lutador do Glory a deter títulos simultâneos em duas divisões.
Transição para MMA
Fez sua estreia profissional no MMA em 2015, no Jungle Fight. Sua estreia foi uma derrota por finalização. Posteriormente, acumulou vitórias em organizações como Jungle Fight e Legacy Fighting Alliance (LFA).
UFC e conquistas recentes
Desde que chegou ao UFC (2021), Poatan tem se firmado com força. Ele conquistou o cinturão dos meio-pesados no UFC, depois de ter sido campeão nos médios. Fez defesas de título importantes, incluindo nocautes memoráveis, e quebrou o recorde da organização de menor tempo entre três defesas de cinturão bem-sucedidas 175 dias.
Também precisou lidar com derrotas e buscar recomeços. Por exemplo, após perder o cinturão dos meio-pesados em uma defesa contra Magomed Ankalaev, Poatan deu a volta por cima. Na revanche, realizada no UFC 320, em Las Vegas, no último sábado (4), ele nocauteou Ankalaev no primeiro round, reconquistando o título e reafirmando sua posição entre os maiores nomes do MMA atual.
A superluta que pode redefinir o MMA
A possível superluta entre Alex “Poatan” Pereira e Jon Jones — cogitada até mesmo para acontecer em um cenário tão inusitado quanto a Casa Branca — ainda está no campo da especulação. Mesmo assim, a simples ideia desse confronto já é suficiente para incendiar o debate sobre grandeza e legado no MMA.
Entre os que comentaram o impacto de um eventual triunfo do brasileiro está Daniel Cormier, ex-campeão duplo do UFC e um dos maiores conhecedores do estilo de Jon Jones — rival com quem mediu forças em duas ocasiões marcantes. Suas palavras, portanto, carregam peso e experiência.
“Alex Pereira quer enfrentar Jon Jones nos pesos-pesados. Ele já é considerado um dos maiores lutadores de todos os tempos no cronograma mais acelerado que eu já vi. Uma vitória sobre Jones o colocaria em um patamar quase inalcançável. Afinal, ele teria vencido um ex-campeão dos meio-pesados e dos pesos-pesados — o homem que muitos ainda consideram o maior lutador da história”, afirmou Cormier em seu canal no YouTube.
A fala de Cormier veio logo após a vitória de Poatan sobre Magomed Ankalaev, em revanche válida pelo cinturão dos meio-pesados do UFC. Ao recuperar o título, o paulista revelou o desejo de subir de categoria e encarar Jones — um desafio ousado, mas simbólico. No entanto, por respeito ao momento pessoal do americano, que recentemente perdeu o irmão Arthur Jones, o brasileiro optou por adiar o convite público.
Um feito sem precedentes
Mesmo assim, a intenção ficou registrada. E o potencial histórico do confronto é inegável.Se Alex Pereira realmente enfrentar — e vencer — Jon Jones, o brasileiro alcançará um feito sem precedentes: derrotar o lutador mais dominante da história do UFC, coroando uma ascensão meteórica e consolidando de vez seu nome entre as maiores lendas do esporte.

Legado e importância
Poatan é reconhecido não só pelas suas vitórias, mas pela maneira como superou adversidades pobreza, alcoolismo, perda familiar para se tornar uma figura de destaque no MMA mundial.
Sua história inspira muitos por mostrar que nem sempre o caminho é linear, mas que é possível transformar dor e desafios em motivação.
Também é significativo que ele enxergue o esporte não apenas como competição, mas como meio de reconstrução pessoal, identidade e exemplo para quem veio de contextos parecidos.

Reprodução Instagram @alexpoatanpereira






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