Segundo avançou em exclusivo o jornal Glorioso 1904 no Seixal, o divórcio entre Cristina Martín-Prietoe o Benfica parece já não ter retorno. O que ontem era euforia, hoje é silêncio.

Foto: Rita Ribeiro



Depois de uma temporada de estreia avassaladora, onde se sagrou melhor marcadora da Liga BPI com 30 golos que a levou a ser convocada pela primeira vez para a seleção espanhola onde se sagrou vice-campeã europeia e vencedora da Liga das Nações em 2025, a avançada vive agora um inverno desportivo sob o comando de Ivan Baptista.

A mudança de paradigma no banco das águias foi o princípio do fim. Se com Filipa Patão a espanhola era peça nuclear, a chegada de Baptista relegou-a para um papel secundário. O técnico prefere outros perfis, confiando o ataque a outros nomes Os números não mentem: nos últimos cinco encontros, Martín-Prieto somou apenas 25 minutos uma utilização residual para quem carregava o estatuto de goleadora máxima.

A falta de sintonia entre a jogadora e a equipa técnica reflete-se na eficácia:
Época atual: 27 jogos e apenas 5 golos (em 1.585 minutos).
Renovação: Sem acordo com a Direção de Rui Costa.
Futuro:Regresso provável ao futebol espanhol no verão.

A atleta sente-se desvalorizada e terá já recusado as aproximações da estrutura encarnada. Sem espaço para brilhar e sem a confiança de Ivan Baptista, a saída das águiasno final da época é o desfecho mais provável para uma história que prometia ser de amor eterno, mas que termina em total desacordo.

Fonte: Glorioso 1904

Uma resposta a “O fim da linha: Cristina Martin Pietro a um passo da saída do Benfica após a desvalorização que sofreu esta época”

  1. Avatar de Ludgero Nascimento dos Santos
    Ludgero Nascimento dos Santos

    Desfecho mais que esperado. Com Filipa Patão era peça nuclear porque marcava. Ivan Batista prefere outros perfis que mesmo falhando um ou outro golo, marcam regularmente.
    Não deixa de ser um mistério como a jogadora mais preponderante da equipa na época anterior, nesta transformou-se numa presença que só ocupa espaço.
    É o que eu penso, como benfiquista em particular e apaixonado pelo futebol feminino na generalidade.

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