Há futebolistas que conquistam títulos. Outras transformam o próprio jogo numa extensão da sua identidade. Há monarquias que não se sustentam em ouro estático, mas na geometria implacável de um pé esquerdo que pensa antes do resto do mundo. Alexia Putellas pertence a esse território reservado às lendas.

Foto: FC Barcelona



Três anos depois de ter tocado o céu em 2021 e 2022, Alexia Putellas volta a sentar-se no trono mais alto do futebol mundial. Não é um troféu; é o eco indelével de uma época colossal.

No palco do Barcelona, onde encerrou um ciclo de 14 anos de simbiose mágica, pintou a paleta perfeita, o póquer de títulos com a Supertaça, a Liga, a Taça e a Liga dos Campeões culminada com o galardão de MVP da final europeia.

Deixou a Catalunha com 232 golos, número que atingiu esta mesma época, cravados no mármore da história, superando lendas blaugranas e ficando apenas a par de um tal Lionel Messi.

Com La Roja, guiou Espanha à conquista da Liga das Nações, pela segunda vez consecutiva, eternizando-se também aí como a melhor jogadora da prova.

Os números são a radiografia de um titã: 55 partidas, 3838 minutos de puro escarmento tático, 26 golos e 15 assistências participando diretamente em 41 lances fatais.

Agora, no London City Lionesses, desafia o rigor físico de Inglaterra, mostrando que os eleitos não se adaptam aos contextos… moldam-nos.

A magia não envelhece, apenas transmigra

Alexia continua a escrever a sua história, longe de casa, mas fiel à sua essência. Porque as verdadeiras rainhas não precisam de um trono para provar quem são.

A coroa regressa à cabeça de La Reina. E o futebol volta a inclinar-se perante Alexia Putellas.

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