Há jogos em que a diferença não está no volume de oportunidades, mas na capacidade de lhes dar consequência.Num encontro em que as vimaranenses procuravam os primeiros sinais de recuperação, a formação gaiense encontrou duas soluções para desbloquear um duelo exigente: a capacidade de atacar os espaços numa bola parada e a rapidez na exploração da profundidade. Joana Silva e Kelly Bullock ficaram ligadas ao desfecho.

Foto: FPF



O marcador começou a ganhar forma aos 24 minutos, quando Matilde Nave colocou a bola numa zona de difícil intervenção para a defesa minhota e Joana Silva apareceu para concluir de cabeça. O lance deu vantagem às visitantes, que conseguiram chegar ao intervalo em posição favorável, apesar das tentativas do Vitória para encontrar uma resposta. À equipa da casa faltou sobretudo transformar as aproximações à área em remates suficientemente perigosos para colocar em causa a vantagem adversária.

No regresso para a segunda parte, as vimaranenses procuraram mudar o rumo do encontro através de uma abordagem mais ofensiva. A entrada de Mafalda Mariano acrescentou velocidade à circulação e permitiu criar uma ocasião que obrigou Erin Seppi a uma intervenção exigente. Contudo, o maior atrevimento ofensivo também abriu espaços que o Valadares soube aproveitar. Aos 69 minutos, Marta Gestera encontrou Kelly Bullock em profundidade e a avançada não desperdiçou a oportunidade de aumentar a diferença.

O desfecho premiou a maturidade competitiva das gaienses, capazes de gerir a vantagem e explorar as fragilidades contrárias. Para o Vitória, a reação e a insistência até ao fim foram pontos positivos, mas a falta de eficácia e as dificuldades na cobertura defensiva voltaram a comprometer. O Valadares soma o segundo triunfo consecutivo, enquanto as vimaranenses permanecem sem pontos e sem golos na Liga BPI.

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