Havia uma final por resolver e, durante 120 minutos, ninguém conseguiu escrever a última linha. Espanha e Coreia do Norte levaram o Mundial feminino de Sub-20 até ao limite, num encontro de resistência, nervos e balizas fechadas que acabou por sorrir à seleção espanhola nas grandes penalidades (4-3).

Foto: RFEF / World Cup



A Espanha entrou a procurar largura e encontrou no corredor direito uma das suas principais armas. Pau Comendador apareceu várias vezes em zonas perigosas e foi por ali que nasceu uma das melhores ocasiões da primeira parte. Alba Cerrato recebeu isolada, teve espaço para decidir, mas Pak Ju-Gyong fechou a baliza com uma intervenção decisiva.

A resposta norte-coreana surgiu quando a pressão espanhola perdeu intensidade: Ho Kyong aproveitou uma falha de comunicação no eixo defensivo e obrigou Laia López a corrigir o erro com uma defesa importante.

Depois do intervalo, a equipa de David Aznar instalou-se mais tempo no meio-campo adversário. A circulação tornou-se mais rápida, as combinações surgiram com maior frequência entre a linha média e o ataque e o banco tentou acrescentar velocidade com Gurtubay e Agote. Do outro lado, a Coreia recuou, compactou sectores e transformou a sua área num verdadeiro bloqueio. Sempre que a Espanha encontrava uma brecha, Pak Ju-Gyong aparecia.

O prolongamento trouxe mais desgaste do que espaços. Marisa ainda esteve perto de quebrar o empate e Carla Julià criou perigo numa das últimas investidas, mas o 0-0 permaneceu intacto.

A história acabou nos onze metros. Laia López, que não tinha sofrido qualquer golo durante todo o torneio, defendeu duas grandes penalidades e tornou-se a figura decisiva. Com quatro conversões espanholas, a Rojita conquistou o título mundial e fechou uma campanha praticamente perfeita, sucedendo precisamente à Coreia do Norte.

Deixe um comentário

Trending

Descubra mais sobre Lance D'elas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo