O voleibol feminino português acaba de escrever a página mais bonita do seu historial em Baku, num enredo de pura resiliência que dificilmente se apagaria da memória, mesmo que se quisesse.

Foto: Federação Portuguesa e Voleibol



Em apenas 48 horas, a seleção nacional transformou a estreia em fases finais de um Europeu numa autêntica epopeia: primeiro, a inédita vitória diante de Espanha por 3-1 logo a seguir, uma reviravolta épica contra a Roménia por 3-2.

Nada anunciava este desfecho quando as romenas dominaram por completo o parcial de abertura, fechando nuns contundentes 25-15. Mas a equipa orientada por Hugo Silva recusa-se a entregar os pontos. A energia trazida por Margarida Maia do banco serviu de rastilho para resgatar o segundo set (26-24), numa ponta final de nervos de aço onde Portugal anulou dois set points adversários.

Mesmo depois de ceder o terceiro parcial (20-25), a formação das quinas voltou a encontrar forças onde parecia já não haver. Salvou um ponto de jogo no quarto set para triunfar por 27-25 e empurrou a decisão para uma negra de cortar a respiração, carimbando a vitória no quinto parcial por 15-13.

Ana Rui Monteiro voltou a vestir o fato de protagonista ao assinar duas dezenas de pontos, secundada pelas prestações decisivas de Julia Kavalenka e Margarida Maia. O resultado garante o quarto lugar do Grupo C e lança Portugal diretamente para os oitavos de final em Istambul, onde o próximo gigante, Turquia ou Polónia, já espera por esta equipa que aprendeu a recusar o destino.

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