Um muro intransigível de luvas encarnadas deitou por terra a hegemonia nigeriana e escreveu uma página dourada para o futebol camaronês.

Michaely Bihina, guardiã ao serviço do Benfica, vestiu a pele de heroína absoluta ao assinar nove intervenções capitais que seguraram o triunfo mínimo, por 1-0, frente à superpotência da Nigéria, carimbando um apuramento histórico para as meias-finais da CAN feminina.
Pela primeira vez, a seleção camaronesa conseguiu afastar o seu pior carrasco continental num duelo a eliminar, exorcizando os fantasmas das derrotas em 2016 e 2022 graças ao tento solitário da jovem de 19 anos Myriam Nyadjou ao Minuto 20.
Mais do que o inédito passaporte para a penúltima etapa da prova, a exibição de gala em solo africano garantiu matematicamente a presença camaronesa no Campeonato do Mundo de 2027, agendado para o Brasil.
Para a atleta contratada pelo emblema da Luz no passado mês de fevereiro, este recital defensivo coroa a transição perfeita para o futebol português com vínculo até 2029 e confirma, de forma cabal, o estatuto de MVP que lhe foi atribuído com toda a justiça após travar a todo-poderosa armada nigeriana.






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