O Boavista Futebol Clube encontra-se num momento decisivo da sua história centenária. Após o anúncio da administradora de insolvência sobre o encerramento das portas do clube definitivamente no fim de Julho, motivado pela falta de pagamento da prestação da dívida, a direção do clube, liderada por Garrido, iniciou uma corrida contra o tempo para garantir a continuidade da instituição.

Foto: Boavista FC



A estratégia de sobrevivência passa pela mobilização direta da massa associativa através do “Movimento Salvar o Boavista”. Este grupo, que reúne sócios, adeptos e encarregados de educação, tem como objetivo principal angariar a verba necessária para cumprir as exigências da administração de insolvência e viabilizar o regresso dos atletas aos treinos, apontado para a próxima segunda-feira, dia 20 de julho.

Simultaneamente, o clube submeteu um plano de recuperação ao Tribunal no passado dia 14 de julho. Este documento, que aguarda validação pela Assembleia de Credores, propõe medidas para gerar rendimentos recorrentes e assegurar a sustentabilidade financeira da instituição.

Para impulsionar a tesouraria, foi lançada uma campanha de donativos aberta a toda a comunidade. Como forma de reconhecimento pelo apoio, os contributos de 50 euros serão recompensados com uma camisola oficial da campanha, desenvolvida em parceria com a Kelme. Detalhes adicionais sobre como participar na recuperação do clube fundado em 1903 estão disponíveis no site oficial

A história que começou em 1903 não está escrita no passado. A mobilização em curso é o testemunho vivo de uma instituição que, entre a insolvência e a esperança, escolheu o caminho mais difícil o da resistência coletiva. O Estádio do Bessa, tantas vezes palco de glórias, é agora o cenário de uma última, e talvez mais nobre, batalha pela sobrevivência.

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