O Boston Legacy começa, finalmente, a encontrar o seu ritmo na exigente liga norte-americana. Sob o comando técnico da portuguesa Filipa Patão, a equipa somou um novo trinfuo sobre o Orlando Pride (tal como tinha acontecido em Maio) , garantindo pela primeira vez esta época, e consequentemente na sua história, duas vitórias consecutivas. Um sinal de maturidade que vem confirmar a subida de produção de um grupo que, embora ocupe o 12.º lugar, começa a exibir uma solidez defensiva que lhe faltava.

O guião do encontro foi escrito cedo, logo aos 17 minutos. Num lance de lucidez tática, Alba Caño e Ella Stevens desenharam o caminho que Bárbara Olivieri finalizou com frieza, batendo a guardiã adversária com um remate certeiro. A partir daí, o que se viu foi um teste de resistência. O Orlando Pride, apesar de ter assumido o controlo da posse e forçado o bloco baixo das visitantes, esbarrou sempre num Boston organizado, que não só soube sofrer, como fechou a baliza a sete chaves pela segunda jornada seguida.
Nem o forcing final de Marta e das suas companheiras, nem a polémica em torno de um golo anulado ao Orlando por falta sobre a guarda-redes Casey Murphy, demoveram o conjunto de Patão. O Legacy mostrou que aprendeu a gerir a vantagem, protegendo os três pontos com unhas e dentes, apesar da pressão constante na reta final.
Esta vitória, que ecoa o sucesso anterior em casa do mesmo adversário, é mais do que um resultado; é a prova de que o projeto de Filipa Patão está a ganhar corpo, transformando a fragilidade inicial numa equipa competitiva que já sabe o que é vencer sem ceder um único centímetro.






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