O ano de 2026 ficará gravado a letras de ouro nos livros do desporto cabo-verdiano. Depois do impacto da seleção masculina, que arrebatou atenções ao alcançar os oitavos de final no Mundial, é agora a vez das mulheres reclamarem o seu lugar na história.

Em julho, a seleção feminina de Cabo Verde pisa, pela primeira vez, o palco do Campeonato Africano das Nações (CAN), em Marrocos, com o sonho de carimbar o passaporte para o Mundial de 2027, que terá o Brasil como anfitrião.
O bilhete para este patamar continental foi selado em outubro, numa tarde épica frente ao Mali. Aquele triunfo inesquecível, que teve a assinatura de Larissa Mello, Ivania Moreira, Eleia Vieira e Evy Pereira, abriu as portas da glória. Agora, inseridas no Grupo D, as “Tubarões Azuis” medirão forças com o Gana, o Mali e os Camarões, numa prova onde as quatro primeiras classificadas garantem acesso direto ao Mundial, havendo ainda uma tábua de salvação através do play-off para outras duas seleções.
Curiosamente, o futebol feminino português funciona como o grande viveiro desta ambição. Das 27 eleitas pelo selecionador, 17 , mais se metade, competem em solo luso, evidenciando a simbiose entre as duas nações.
Entre os nomes que levam a bandeira de Cabo Verde aos relvados portugueses encontram-se Lara Silva (Sporting) , Romina Rosário e Natasha Whanon (JuveForce), Leidina Semedo e Raissa Afonso (Racing Power) , Leonilde Rodrigues, Larissa Melo e Inavia Moreira (Clube Albergaria), Eleia Vieira e Agna Monteiro (Real SC), Jenifer Santos, Daniela Lopes e Luana Moniz ( Estrela da Amadora) , Maisa Cardoso (Guia FC), Irlanda Lopes (Vitória SC) , Eveline Varela (Valadares Gaia), Adriana Semedo ( FC Porto)
A partir de 26 de julho, Marrocos será o centro das atenções. Cabo Verde não vai apenas para participar; vai com a determinação de quem já provou que o impossível é apenas o ponto de partida para a próxima conquista.






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