O Pavilhão da Luz transformou-se numa autêntica panela de pressão para acolher o capítulo final de uma das maratonas mais imprevisíveis do futsal português.

Foto: SL Benfica



Após quatro episódios de puro “ping-pong”  onde o Benfica abriu as hostilidades a vencer, o Sporting respondeu com o empate, as águias recuperaram a vantagem nas grandes penalidades e os leões forçaram a “negra” no quarto jogo, o destino do troféu ficou guardado para uma quinta e derradeira batalha.

Em pleno reduto encarnado, a vertigem habitual deste clássico não desiludiu. Quem esperava calculismo tático recebeu, em troca, uma descarga de adrenalina pura. O relógio marcava sete minutos quando a Luz explodiu por duas vezes em escassos segundos: primeiro num disparo de Leo Gugiel e, logo a seguir, num remate fulminante de André Coelho, ambos vindos de longe.

O Sporting acusou o toque, mas não quebrou. Tomás Paçó reduziu ainda antes do descanso e, já na segunda metade, Diogo Santos assinou o empate que relançou a incerteza.

O que se seguiu foi um hino à modalidade.

Silvestre recolocou o Benfica na frente, mas Paçó, determinado em estragar a festa da casa, bisou e repôs a igualdade. A decisão final acabaria por cair dos seis metros, quando Kutchy assumiu a responsabilidade de converter uma grande penalidade a menos de dez minutos do fim. O 4-3 gelou as aspirações leoninas e blindou a baliza das águias até ao apito final.

Uma resposta a “18 anos depois, o Benfica celebra o tão desejado bicampeonato, carimbando o seu 10.º título nacional.”

  1. Avatar de Ludgero Nascimento dos Santos
    Ludgero Nascimento dos Santos

    Boa tarde.

    Estive lá e gostei muito do que vi.

    O melhor jogo de futsal do mundo.

    Parabéns aos vencedores e aos vencidos.

    O Sporting que seja campeão europeu, mas cá na terrinha mandamos nós, a vermelha nação.

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