O FC Barcelona reuniu esta tarde a comunicação social para os últimos comentários antes do embate decisivo. O treinador Pere Romeu, ladeado pelas figuras de proa Caroline Graham Hansen e Alexia Putellas, abordou as expectativas para o desafio de amanhã, sublinhando que o grupo chega a este momento com uma bagagem competitiva renovada.

Para a capitã, o trajeto do Barça até aqui reflete um amadurecimento constante. A jogadora sublinha que a equipa aprendeu a gerir a pressão das grandes decisões, encarando cada oportunidade com ambição renovada: “a final mais especial é a que está para vir”.
Ao analisar a transformação do plantel e o percurso coletivo, Alexia destaca que o sucesso atual nasce da superação interna: “elas continuam a manter um nível altíssimo. A diferença está na nossa evolução”.
Além disso, a capitã reconhece que a história do clube, mesmo com os seus tropeços, serviu de lição: “As experiências vividas também te dão isso. Nunca queremos perder, menos ainda numa final, mas sempre usamos isso como uma forma de melhoria”.
Sobre o equilíbrio das forças em campo, a jogadora projeta uma final muito renhida: “esta é provavelmente a final em que ambas as equipas chegam mais equilibradas, talvez não tanto pelo estilo de jogo, mas pelo nível competitivo e pela qualidade dos plantéis. Num cenário assim, pode acontecer qualquer coisa”.
Já a extremo norueguesa que vai jogar no seu país natal manteve os pés assentes na terra ao abordar a final, recusando qualquer rótulo de superioridade. Para a atleta, o favoritismo é uma construção externa que não reflete a realidade do campo: “não nos vemos como favoritas. Somos equipas de nível semelhante com características diferentes”. Além do aspeto desportivo, Hansen não escondeu o orgulho por representar o seu país num palco de tamanha dimensão e simbolismo pessoal.

O técnico do Barcelona fez um balanço positivo da temporada, destacando a capacidade de renovação do grupo. Para Romeu, o sucesso não deve ser medido apenas pelo marcador final, mas pela capacidade de integrar as novas gerações no futebol de elite: “ficaremos no topo ou no fundo dependendo do resultado de amanhã. Mas acho que as coisas foram feitas muito bem esta temporada. Para mim, um dos grandes prémios é termos consolidado jogadoras muito jovens na equipa principal”.
Ao antecipar as dificuldades impostas pelo adversário, Romeu desmistificou a ideia de que o jogo se decidirá apenas no plano físico: “não temos de nos preocupar apenas com o físico. As equipas são cada vez mais completas. Fazem muitas mais coisas bem… são físicas e fortes no contra-ataque, mas fazem muito mais coisas bem”.
Por fim, o treinador comentou a importância de uma entrada forte no jogo, mantendo a cautela perante a imprevisibilidade de uma final: “é importante entrar bem no jogo? Sem dúvida, mas há equipas que se prepararam para isso e depois ficaram bloqueadas. Mas se conseguirmos, estaremos mais perto do nosso objetivo”.






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