Portugal aterrou na Eslováquia com o rótulo de favorito, sustentado pelos 3-0 aplicados em Barcelos, mas encontrou um cenário bem mais espinhoso do que a apatia demonstrada pelas eslovacas no primeiro duelo.

Francisco Neto, ciente da necessidade de frescura, revolucionou o onze com as entradas de Carole Costa, Fátima Pinto, Diana Silva e Carolina Santiago, mas a estratégia inicial foi abalada por um “banho de água fria”.
Bastaram oito minutos para que Portugal sofresse o seu primeiro golo nesta fase de qualificação. Numa investida pelo corredor ,arma predileta das anfitriãs , Vojtekova cruzou, Skorvankova tentou o remate e a bola sobrou para Fabova que, sem oposição, limitou-se a encostar. O golo não paralisou as Navegadoras, mas testou-lhes a paciência. Entre transições rápidas e bolas nas costas da defesa adversária, a seleção portuguesa criava, mas esbarrava na muralha chamada Anika Toth.
A insistência, contudo, deu frutos aos 36 minutos: Carole Costa encontrou Kika Nazareth que, num toque de inteligência, serviu Carolina Santiago para o golo do empate. Ainda antes do intervalo, a magia tomou conta do relvado. Numa jogada coletiva de luxo, Kika recuperou, combinou com Tatiana Pinto e a jogadora da Juventus devolveu à camisola 10, que assinou a reviravolta por 2-1.
A segunda metade trouxe uma Eslováquia mais atrevida, valendo a Portugal uma intervenção decisiva de Inês Pereira a remate de Hmírová aos 54 minutos. No ataque, Lúcia Alves e Carolina Santiago ameaçaram, e Dolores Silva viu um golo ser invalidado por fora de jogo. O marcador poderia ter ganho contornos de goleada nos instantes finais, mas Carolina Correia e Jéssica Silva esta última com um falhanço incrível na pequena área não conseguiram dilatar a vantagem.
A caminhada das kusas ontinua imaculada rumo ao topo, somando agora 12 pontos em 12 possíveis.Com 12 pontos em quatro jogos, Portugal mantém o registo perfeito antes da paragem para a derradeira dupla jornada de junho.





Deixe um comentário