Haverá maldições que o futebol teima em não explicar, e a relação do FC Porto com os relvados ingleses parece ser uma delas. No City Ground, o que se pedia era uma noite de superação e história, o que se assistiu, contudo, foi ao desmoronamento precoce de um sonho europeu que tinha Istambul como destino final.

Foto: FC Porto via X (16/04/2026)



A equipa de Francesco Farioli chegou a Nottingham com o peso de um empate caseiro (1-1) e saiu vergada pela 22.ª vez em terras de Sua Majestade, mantendo o jejum de vitórias que já dura há 25 visitas.

O destino da eliminatória começou a ser traçado com uma crueldade matemática logo aos oito minutos. O cartão vermelho direto exibido a Bednarek não foi apenas uma contrariedade tática; foi um golpe profundo na alma da equipa, que se viu em inferioridade numérica num ambiente hostil antes sequer de aquecer os motores. O Nottingham Forest, orientado por Vítor Pereira ,um homem que conhece bem os cantos à casa azul e branca, aproveitou o desnorte momentâneo. Aos 12 minutos, Morgan Gibbs-White fuzilou as redes portistas, selando o 1-0 que viria a ser definitivo.

Ainda assim, o Dragão não se entregou sem lutar. Mesmo com dez, a segunda parte revelou um brio que roçou o heroísmo. As bolas no ferro de William Gomes e Alan Varela foram os gritos de revolta de uma equipa a quem a sorte virou as costas.

O apito final confirmou a despedida da Liga Europa, deixando a sensação amarga de que, nesta pedra no sapato chamada Inglaterra, o Porto perdeu mais contra as circunstâncias do que contra o jogo.

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