O vento de Leste sopra com promessas de desafio para as Navegadoras. Depois de terem despachado a Letónia com um esclarecedor 3-0, a Seleção Nacional feminina já se encontra em Prešov, onde este sábado, pelas 15h00, medirá forças com a Eslováquia na Tatran Arena.

Foto: FPF / Canal 11



Em jogo está a quarta jornada do apuramento para o Mundial de 2027, num duelo onde o passado sorri timidamente às cores lusas: em cinco confrontos, Portugal venceu três e perdeu dois, num histórico sem espaço para meios-termos ou empates.

A comitiva portuguesa viajou com o reforço moral da presença de Fernando Gomes, um gesto sublinhado por Francisco Neto como um tónico de confiança. Contudo, dentro das quatro linhas, o selecionador antevê uma Eslováquia mais atrevida do que aquela que se fecha em copas quando joga fora de portas.

“Sim, acredito que sim. Em sua casa, ah, tentará ter um bocadinho mais de protagonismo e, possivelmente, não irá fechar tanto as suas linhas. O treinador delas disse no lançamento do estágio que ambicionavam o segundo lugar, pelo que precisarão de pontuar connosco e depois levar essa decisão para o jogo com a Finlândia em sua casa, na próxima jornada. E por isso que acreditamos que irá apresentar-se com ambição. É uma equipa que tem criado problemas aos seus adversários e, com o apoio dos seus adeptos em casa, e a energia de defrontar uma equipa acima delas do ranking, irão fazer tudo para conquistar os seus pontos”, analisou o técnico português.

Relativamente à estrutura que subirá ao relvado, Neto mantém o tabu, focando-se na inteligência coletiva e na gestão das peças disponíveis. Questionado sobre mexidas na equipa inicial, foi pragmático:

“Iremos ver. É normal que haja ajustes, pelos dois motivos que normalmente fazemos: o lado estratégico e a gestão física. Todos os jogos têm a sua história. E como dizemos, isto não é como começa, é como termina. É tão importante quem inicia o jogo como quem o termina  e também quem, fora de campo, transmite uma energia altamente positiva às que estão lá dentro”

A presença da cúpula da Federação Portuguesa de Futebol no reduto eslovaco é vista como um sinal de união inabalável. Para Neto, o esforço da direção em acompanhar as jogadoras em trajetos sinuosos é um privilégio.

“É muito importante. O presidente e toda a sua direção são de muita proximidade à equipa. Sabemos que são viagens muito duras para eles, mas não acho que seja um esforço, eles têm prazer em estar connosco. É muito importante, é uma mensagem muito clara de apoio ao grupo e, para nós, é um privilégio tê-lo aqui. Traz motivação extra e e reforça a união entre a equipa e toda a estrutura da Federação”, concluiu o selecionador.

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