O destino pregou uma partida amarga a Ema Gonçalves no momento em que as decisões da época mais queimavam a relva. A lateral-direita e capitã da equipa feminina do FC Porto viu-se obrigada a trocar o relvado pelo bloco operatório, após uma grave fratura no perónio da perna direita que interrompe, de forma abrupta, uma temporada de afirmação pessoal e coletiva.

Foto: Ema Gonçalves via Instagram



Segundo a estrutura clínica dos dragões, a intervenção cirúrgica correu conforme o previsto, sem qualquer percalço, abrindo agora caminho para um longo e exigente processo de reabilitação. Aos 24 anos, a jogadora era a imagem da consistência na ala azul e branca, somando 25 presenças e três golos que ajudaram a catapultar a equipa para o topo. No entanto, o azar bateu à porta precisamente quando o calendário se torna mais exigente.

O vazio deixado pela capitã será sentido não só pelo seu peso tático, mas sobretudo pela liderança emocional que exercia dentro das quatro linhas. Ema Gonçalves falhará o desfecho de um ciclo que prometia ser dourado, ficando de fora da luta direta pela subida de divisão e da previsível festa do título. Mais doloroso ainda será o papel de espectadora na final da Taça de Portugal, o palco onde todos os atletas ambicionam estar.

Agora, caberá às suas colegas transformar a ausência da líder numa motivação extra para garantir que, no momento de levantar os troféus, a braçadeira de Ema continue bem presente nas celebrações.

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