O relvado do Racing Power FC foi, este sábado, o palco de uma afirmação de autoridade. No duelo relativo à 15.ª jornada da Liga BPI, a equipa da casa não só garantiu os três pontos, como aplicou um corretivo de 3-0 ao CS Marítimo, cavando um fosso crucial na luta pela manutenção

Foto: FPF



O primeiro tempo foi um exercício de paciência e cautela. Entre transições inconsequentes e um estudo mútuo que parecia não ter fim, as balizas de Bárbara Santos e da sua homóloga mantiveram-se impenetráveis. O nulo ao intervalo espelhava o receio de errar de ambos os conjuntos, mas o descanso serviu de catalisador para a metamorfose das visitadas.

No reatamento, o Racing Power abandonou as amarras. Aos 58 minutos, o marcador foi finalmente inaugurado: Aryssa Mahrt, servida por um passe cirúrgico de Meredith Haakenson, desfez o nó tático. O golo foi o tónico necessário; o Marítimo acusou o golpe e as linhas defensivas começaram a ceder.

Aos 75 minutos, a vantagem ganhou contornos de tranquilidade. Numa jogada desenhada ao primeiro toque que envolveu Mahrt e Neuza Besugo, a bola chegou a Pamela González, que rematou cruzado para o poste mais distante. Apesar do esforço da guardiã madeirense, o 2-0 era inevitável.

O ponto final na história do jogo chegou aos 82 minutos. Neuza Besugo, após iniciar uma cavalgada no meio-campo, combinou com Mafalda Borboz e, depois de uma defesa inicial de Bárbara Santos, foi lesta a aproveitar a recarga para fixar o resultado final.

A equipa de Albano Oliveira deu um passo de gigante rumo à estabilidade, enquanto o Marítimo sai do continente com as contas da sobrevivência cada vez mais complicadas.

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