O rali é, por natureza, uma disciplina de resistência, mas na Croácia provou ser uma lição de crueldade. Quando os cronómetros já preparavam a consagração de Thierry Neuville, o asfalto balcânico decidiu rasgar o guião. O resultado? Um momento histórico que coloca, pela primeira vez, um piloto nipónico no topo da hierarquia mundial.

Faltavam escassos quilómetros para a Hyundai celebrar. Neuville geria uma vantagem de 75 segundos uma eternidade no WRC até que a física e a sujidade da estrada conspiraram contra o campeão de 2024. Um “corte” ligeiramente mais ambicioso numa curva à direita trouxe terra para o asfalto, o i20 perdeu tração e o embate num bloco de cimento selou o destino da suspensão dianteira.
Takamoto Katsuta já tinha aceitado o segundo lugar. Afinal, recuperar de um furo na véspera até ao degrau intermédio do pódio já era uma vitória pessoal. Contudo, o rali só termina no controlo horário final. Com o infortúnio de Neuville, Katsuta herdou o ouro, selando a sua segunda vitória consecutiva na temporada de 2026. Mais importante ainda, o feito inédito de se tornar o primeiro piloto do seu país a liderar o Campeonato do Mundo.
Já Sami Pajari confirmou o excelente momento da marca ao garantir o segundo posto (a 20,7s).Hayden fechou o pódio para a Hyundai, mas a distância de 2 minutos para o topo reflete a superioridade dos Yaris nesta fase do campeonato.
A Toyota sai de Zagreb com o moral reforçado, enquanto a Hyundai lambe as feridas de uma vitória que fugiu por entre os dedos. A liderança do Mundial ruma agora ao Japão, nas mãos de um Katsuta que parece ter encontrado o ponto de rebuçado entre a velocidade e a sorte.





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