O Estádio Daugava, em Riga, prepara-se para ser o palco de mais um capítulo da Seleção Nacional Feminina na rota para o Campeonato do Mundo de 2027. Esta terça-feira, as Navegadoras defrontam a Letónia num duelo que, apesar do favoritismo teórico, é encarado com o máximo rigor pelo selecionador Francisco Neto.

A comitiva lusa viajou para o leste europeu com um objetivo cristalino: somar os três pontos e manter o ritmo numa fase de qualificação que se antevê exigente. Para Neto, o segredo do sucesso reside na mentalidade e no respeito absoluto pelo adversário, recusando qualquer tipo de relaxamento perante a seleção báltica.
Francisco Neto, em conferência de imprensa, desvalorizou o histórico recente e focou-se nas dificuldades logísticas e estratégicas de jogar em solo adversário. O técnico sublinhou que a experiência do grupo será fundamental para gerir as emoções do encontro:
“A motivação tem que estar presente, não há outra forma de estar. Temos um grupo muito experiente, que sabe que isto é o clichê do jogo a jogo, que os jogos têm que ser jogados com competência. Os jogos fora são sempre mais complicados que os jogos em casa; as equipas em casa fazem do fator casa a sua fortaleza. E nós amanhã teremos que ser mais fortes e mais competentes para conseguirmos derrubar essa fortaleza da equipa da Letónia.”
Com o Mundial no horizonte, o selecionador recordou que a qualificação é um processo de resistência e não um sprint. Atualmente no terceiro compromisso desta jornada, a ordem é manter o foco exclusivo nos 90 minutos de amanhã:
“O grande objetivo a que nos propomos é ir ao Campeonato do Mundo. Sabemos que, para irmos ao Mundial, temos que ser competentes em pelo menos 10 jogos. E amanhã é mais um, apenas o terceiro de uma caminhada que vai ser longa e que queremos fazer bem. Por isso temos que estar focados nos 90 minutos de amanhã e depois abordar o resto da caminhada jogo a jogo.”
Apesar de a Letónia não figurar entre os colossos do futebol europeu, os indicadores recentes deixam o alerta ligado. Neto destacou a evolução tática das letãs, que demonstraram capacidade de surpreender mesmo em redutos difíceis:
“A posição da Letónia não diz nada. Mais importante é aquilo que nós analisamos, o que vimos, a competência e a organização desta Letónia. É uma equipa que fez dois jogos fora e compete muito bem. Fez golos nesses dois jogos, com uma boa organização defensiva. Frente à Eslováquia até merecia outro tipo de resultado. Com a Finlândia, foram mais defensivas do que ofensivas, mas mesmo assim conseguiram em casa da Finlândia fazer golos, criar perigo, pressionar, retirar-lhes espaços, por isso foram dois jogos muito competitivos e de muita competência por parte de uma Letónia que está em crescimento.”





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