O Estádio do Dragão viveu, esta noite, uma montanha-russa de emoções que deixou a eliminatória dos quartos de final da Liga Europa suspensa por um fio. No regresso a esta fase da prova, dez anos depois, o FC Porto tinha encontro marcado com o passado: do outro lado, o Nottingham Forest de Vítor Pereira, o antigo timoneiro azul e branco, trazia a confiança de quem já tinha batido os dragões nesta edição.

A partida começou em ritmo de vertigem. Ainda o cronómetro não tinha chegado ao primeiro minuto de jogo já Moffi teve o golo nos pés, mas Ortega agigantou-se com uma mancha imperial. O Porto, ainda a digerir o balde de água fria do último sábado frente ao Famalicão, não recuou e, aos 11 minutos, fez explodir as bancadas. Gabri Veiga, com a visão de jogo que se lhe reconhece, serviu William Gomes ao segundo poste para o 1-0.
Porém, a euforia durou apenas trinta segundos. Num lance de total descoordenação, Martim Fernandes atrasou a bola para um Diogo Costa desposicionado, assinando um autogolo bizarro. Em vez das habituais vaias, o Dragão respondeu com um aplauso solidário ao jovem lateral, num momento de rara comunhão.
O Forest de Vítor Pereira, cínico e organizado, tentou congelar o jogo, mas o Porto nunca baixou os braços. Na segunda parte, William Gomes voltou a ameaçar e o perigo rondou constantemente a baliza de Ortega, enquanto os ingleses viam um golo ser anulado por falta sobre Diogo Costa. Já nos descontos, Bednarek salvou os visitantes “em cima do risco”.
Tudo se decidirá em Inglaterra. O FC Porto viaja com a mágoa do empate, mas com a convicção de que pode vergar a estratégia do seu antigo mestre para chegar às meias-finais.





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