O futebol tem este estranho hábito de ser cruel com quem mais o desafia.

Foto: SportPesa via X



Em Alvalade, numa noite que respirava a mística dos grandes palcos europeus, o Sporting bateu-se olhos nos olhos com o gigante Arsenal mas acabou por sucumbir ao pragmatismo inglês no último suspiro. O desfecho dos quartos-de-final da Champions começou a escrever-se com uma derrota por 0-1, selada por Kai Havertz quando o cronómetro já ultrapassava os 90 minutos.

Sem o capitão Hjulmand a tarefa de segurar o miolo tinha tendência a tornar-se difícil. Contudo, o ímpeto inicial foi todo de verde e branco. Logo aos seis minutos, Alvalade esteve prestes a explodir: Maxi Araújo servido por Diomande, enviou uma autêntica “bomba” à trave de David Raya. O guardião espanhol ainda terá desviado a trajetória com a ponta dos dedos, salvando os gunners de um susto precoce.

O Sporting não tirava o pé do acelerador. Geny Catamo ainda testou os reflexos de Raya, mostrando que o conjunto de Ruben Amorim não estava ali para ser mero figurante perante o regresso de Viktor Gyokeresdesta vez vestido de vermelho e como ameaça constante.

O Arsenal demorou a encontrar o seu ritmo, mas quando o fez, foi através da sua especialidade: a bola parada. Madueke quase gelou o estádio ao acertar no ferro num canto direto, e Odegaard, na recarga, falhou o alvo por pouco. O equilíbrio era a nota dominante, com o perigo a rondar ambas as balizas, incluindo um golo anulado a Zubimendi

A partida parecia irremediavelmente destinada ao empate e a um resultado que deixaria tudo em aberto para a segunda mão. Contudo, a elite europeia não perdoa distrações. Já no tempo de compensação, Havertz surgiu na área para fuzilar as redes de Rui Silva, transformando a crença de Alvalade num silêncio ensurdecedor.

O Sporting cai em casa, mas sai de cabeça erguida, provando que pertence a este patamar.
A viagem a Londres será uma montanha alta para escalar, mas, depois do que se viu hoje, os leões têm argumentos para acreditar que ainda é possível a passagem à semi final

Nas bancadas do estádio José Alvalade a assistir ao encontro esteve Lando Norris o atual campeão mundial de F1

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