Havia um aroma de festa antecipada no ar do Olival, um daqueles presságios que só o futebol feminino tem conseguido desenhar com tamanha pureza. O FC Porto entrou em campo esta sexta-feira não apenas para defrontar o Famalicão, mas para apertar a mão ao destino. O triunfo por 4-2 foi o carimbo de uma superioridade que, durante largos minutos, pareceu inquestionável, mas que o futebol, esse eterno mestre do suspense, decidiu temperar com um susto.

Foto: FPF



A primeira parte foi um monólogo azul e branco. A “ligação transatlântica” entre Turner e Bryant abriu o caminho logo a abrir, provando que a estratégia portista estava afinada pelo diapasão do sucesso. Quando Ema Gonçalves e a infelicidade da baliza minhota ditaram o 3-0 antes do intervalo, a Liga BPI parecia ali ao virar da esquina.

Contudo, o descanso trouxe um Famalicão transfigurado, disposto a estragar o ensaio da festa. Dois golos de rajada fizeram tremer as fundações do Olival e trouxeram o fantasma da dúvida. Valeu o sangue frio de Eliza Turner que, da marca de grande penalidade, resgatou a tranquilidade e selou o resultado final.

A subida era possível hoje, mas o triunfo do Clube Albergaria obrigou a guardar o champanhe no frigorífico. O FC Porto cumpriu a sua parte; a festa brava fica agora prometida para o duelo frente ao Futebol Benfica. A elite nacional está à distância de um último esforço.

O destino não fugiu, apenas decidiu fazer-se desejar mais uma semana. Em caso de vitória na próxima jornada a formação azul é branca carimba a chegada à Liga BPI

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