O Spotify Camp Nou vestiu-se de gala e solidariedade para testemunhar o que já começa a tornar-se uma rotina penosa para as hostes madrilenhas: a hegemonia absoluta do futebol feminino do Barcelona. Perante 6p mil espetadores, as blaugrana não se limitaram a gerir a vantagem da primeira mão (2-6) aplicaram um 6-0 impiedoso, fechando a eliminatória da Liga dos Campeões com um agregado de 12-2.

A tarde começou com simbolismo. O Barça subiu ao relvado com o design “Visible IN”, de Anna Vives, celebrando o Dia Mundial da Síndrome de Down. No centro de todas as atenções estava Alexia Putellas, que celebrou o seu jogo 500 pelo clube da melhor forma: abriu o marcador após um ressalto e assistiu Graham Hansen para o segundo.
Se Alexia é o cérebro, Hansen foi o pesadelo. A norueguesa transformou o corredor direito numa autoestrada, forçando cartões e servindo o terceiro golo a Irene Paredes. Antes do intervalo, Pajor já assinava o quarto. O Real Madrid, asfixiado pela posse de bola catalã, tentou “parar o relógio” com queixas físicas da guarda-redes Misa, mas a diferença de talento era um abismo intransponível.
Na segunda parte, com o jogo já sentenciado houve espaço para o sotaque português. Kika Nazareth saltou do banco aos 58 minutos, estreando-se no mítico relvado do Camp Nou sob o rugido de uma multidão que não deu tréguas às rivais, a mesma portuguesa que no fim do jogo assumiu o bombo nos festejos . Pouco depois, Brugts fechou a contagem após assistência da jovem Serrajordi.
Entre assobios ensurdecedores à saída das jogadoras de Madrid e uma ovação de pé para a lenda Putellas, o Barcelona confirmou a passagem às meias-finais. Mais do que um resultado, foi uma demonstração de força emocional e técnica de uma equipa que parece não ter teto no futebol europeu.





Deixe um comentário