A mística do Estádio Azteca, renovada a preceito para o próximo Campeonato do Mundo, foi subitamente asfixiada por um silêncio pesado antes mesmo de a bola rolar no relvado mexicano.

Foto: FPF



O que deveria ser o regresso triunfal de um dos templos do futebol mundial transformou-se num cenário de fatalidade quando um adepto, sob o efeito de álcool, tentou transpor as barreiras de segurança externas e acabou por sofrer uma queda irreversível para o piso térreo. O óbito, confirmado pelas autoridades locais.

Dentro das quatro linhas, o espetáculo foi uma extensão desse cinzentismo, com a Seleção Nacional a apresentar uma versão profundamente experimental e desprovida da sua referência máxima, Cristiano Ronaldo. Roberto Martínez aproveitou a ocasião para baralhar as peças do tabuleiro, mas a falta de rotinas e a ausência de veneno no último terço resultaram num nulo persistente que nunca pareceu estar em risco de ser desfeito, deixando as balizas intocadas durante os noventa minutos de um jogo de preparação que valeu mais pelos testes do que pelo brilho.

Apesar da exibição anémica em termos ofensivos, o resultado permitiu a Portugal segurar o estatuto de “besta negra” dos mexicanos, prolongando uma invencibilidade histórica que já conta com seis capítulos. Com este empate, o registo luso fixa-se em três triunfos e três igualdades, mantendo o México em busca de uma vitória inédita sobre as quinas.

Agora, a comitiva portuguesa vira agulhas para Atlanta, onde a exigência frente aos Estados Unidos obrigará a uma eficácia diferente daquela que se viu na capital mexicana.

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