O marcador pode ter ficado estagnado num nulo cinzento, mas o que aconteceu este sábado no Empower Field at Mile High foi tudo menos um vazio. Na receção às Washington Spirit, o Denver Summit não precisou de golos para entrar diretamente para os livros de história, bastou-lhe abrir as portas de casa.

Numa demonstração de força que redefine o panorama do desporto feminino nos Estados Unidos, 63.004 espectadores transformaram a quarta jornada da NWSL num evento sem precedentes. A nova equipa da liga que se estreia esta época no campeonato norte americano e este sábado em plena estreia oficial perante o seu público, pulverizou o recorde de assistência da competição, que pertencia ao Bay FC (com cerca de 40 mil fãs).
O fenómeno não é isolado, mas sim um reflexo de uma modalidade em ebulição. Em menos de um ano, a NWSL viu o seu teto de audiência ser estilhaçado por duas vezes. Se as imagens das bancadas repletas em Denver são impressionantes, o simbolismo é ainda maior: o futebol feminino americano já não está apenas a crescer, está a ocupar, por direito próprio, os templos habitualmente destinados à NFL.
Embora o espetáculo dentro das quatro linhas tenha pecado pela falta de eficácia, o Summit provou que a sua base de apoio é, desde o primeiro dia, de elite. Washington Spirit, que tem sido “testemunha” habitual nestas quebras de recordes, acabou por ser um coadjuvante de luxo numa noite onde a vitória se celebrou nas bancadas, e não no relvado.






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