Num fim de tarde em Viseu, a Taça da Liga feminina teve uma final fora do guião habitual. Sem os nomes mais dominantes da competição, Torreense e Valadares Gaia disputaram um troféu inédito, num jogo intenso, tático e decidido apenas nos instantes finais.

Foto: Torreense



A partida começou equilibrada e com muitas cautelas, mas rapidamente surgiram sinais de perigo. Logo aos seis minutos, o Valadares desenhou uma boa jogada pela esquerda, com a bola a atravessar a área sem que Evy Pereira conseguisse finalizar. A resposta do Torreense foi imediata: Bruna Ramos cruzou com qualidade, mas Janaína Weimer não conseguiu dar a melhor direção ao cabeceamento.

O momento-chave da primeira parte surgiu aos 11 minutos. Erin Seppi, na tentativa de travar um lance ofensivo, abordou a jogada de forma arriscada fora da área. O VAR interveio e a decisão foi clara: cartão vermelho direto, deixando o Valadares reduzido a dez unidades muito cedo no encontro.

Apesar da inferioridade numérica, a equipa de Gaia não baixou os braços. Organizada defensivamente, tentou explorar o contra-ataque, enquanto o Torreense, com Janaína em destaque, ia acumulando aproximações perigosas. Aos 23 minutos, a avançada voltou a estar perto do golo. Pouco depois, aos 29, Ava Seelenfreund caiu na área após contacto com Aniwaa, num lance que gerou fortes protestos, mas a árbitra nada assinalou.

Com o passar dos minutos, a equipa orientada por Gonçalo Nunes foi assumindo o controlo total: mais posse de bola, maior presença ofensiva e insistência nas bolas aéreas. Ainda assim, a resistência do conjunto de Zé Nando manteve o nulo até ao intervalo.

A segunda parte trouxe um cenário semelhante, mas com um Valadares mais atrevido. Mesmo com menos uma jogadora, procurava sair com critério, enquanto o Torreense carregava cada vez mais. Gerda Konst e Ava Seelenfreund ameaçaram por várias vezes, sobretudo de cabeça, mas o golo teimava em não aparecer.

Quando tudo apontava para um desfecho incerto, surgiu o momento decisivo. Aos 86 minutos, na sequência de um pontapé de canto e após um primeiro remate, a bola sobrou para Gerda Konst, que ao segundo poste cabeceou com precisão para o fundo das redes, fazendo o 1-0.

O Torreense quase ampliou pouco depois, novamente de bola parada, com Carolina Correia a criar perigo junto da baliza de Carolina Alves. Até ao apito final, ainda houve oportunidades de parte a parte, mas o resultado manteve-se.

Com este triunfo, o Torreense confirma o excelente momento e conquista o terceiro troféu em menos de um ano, afirmando-se de forma clara como uma das principais forças do futebol feminino nacional.

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