Há despedidas que não cabem num apito final. No fim desta temporada, Rita Fontemanha fecha um ciclo de quase vinte anos no futebol, levando consigo uma história feita de persistência, viagens e conquistas.

Aos 32 anos, a média prepara-se para sair de cena no mesmo palco onde consolidou grande parte do seu percurso: o Sporting. Antes disso, o caminho levou-a dos primeiros pontapés nos Carvalhos e no Salgueiros até à afirmação no Boavista, passando ainda por uma experiência exigente em Madrid, onde testou limites e cresceu longe de casa.
O currículo fala por si: dez títulos nacionais, entre campeonatos, Taças de Portugal e Supertaças, além de uma conquista em solo espanhol. Pelo meio, duas internacionalizações que marcaram a presença ao serviço da Seleção.
Nesta última época, menos jogos, mas a mesma entrega seis aparições e um golo que simboliza continuidade até ao último instante. Mais do que números, fica a marca de quem atravessou gerações e ajudou a construir espaço para o futebol feminino.
Rita sai dos relvados, mas não do jogo. Porque há carreiras que terminam… e legados que ficam





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