A frieza de Francesco Farioli ditou as regras no Dragão. Contra um Stuttgart que tentou asfixiar com linhas subidas e uma posse de bola autoritária, o FC Porto respondeu com o veneno do contra-golpe e uma eficácia que beirou a perfeição. Diogo Costa, logo aos oito minutos, deu o mote com uma defesa impossível a um livre desviado, provando que a baliza azul e branca era território interdito para os alemães.

Foto: FC Porto



A primeira estocada nasceu da visão de jogo de Rodrigo Mora, o pequeno génio que serviu de motor às transições. Aos 20 minutos, Borja Sainz invadiu a área pela esquerda e, embora derrubado, permitiu que a bola sobrasse para William Gomes encostar para o fundo das redes. O golo castigou a audácia germânica e deu o conforto necessário a uma equipa que abdicou da pressão alta para atrair o adversário ao erro.

Na segunda parte, a estratégia italiana de Farioli ganhou nova face com a entrada de Victor Froholdt. O dinamarquês, personificando a raça de quem não dá lances por perdidos, lutou entre os centrais ao minuto 71 e disparou um “míssil” ao ângulo superior, sentenciando o 2-0 final (4-1 no agregado).

Com este triunfo cirúrgico, o FC Porto carimba o regresso aos oitavos-de-final da Liga Europa e quebra finalmente um jejum de 12 anos nesta fase da prova.

Deixe um comentário

Tendência