A morte da antiga guarda-redes inglesa Amy Carr, aos 35 anos, deixou o futebol feminino britânico de luto esta sexta feira.



A ex-jogadora, que passou por equipas como o Chelsea, o Arsenal e o Reading travava há uma década uma dura batalha contra um tumor cerebral. A confirmação do falecimento foi divulgada através das redes oficiais da seleção de Inglaterra.

A doença entrou na vida da atleta de forma inesperada em 2015. Um episódio aparentemente trivial ,um desmaio provocado por um susto ao ver uma aranha, levou-a a procurar ajuda médica. Os exames realizados depois desse momento revelaram um tumor no cérebro, descrito pelos especialistas como tendo dimensões semelhantes às de uma bola de golfe.

A partir desse momento começou um longo percurso médico. Carr foi submetida a uma craniotomia para retirar a maior parte possível do tumor. A recuperação revelou-se extremamente exigente: nos dias que se seguiram à operação, a antiga guarda-redes perdeu temporariamente capacidades básicas, como falar e caminhar.

Mesmo assim, recusou que a doença definisse a sua história. Nos anos seguintes tornou-se uma das vozes mais ativas na sensibilização para os tumores cerebrais. Participou em campanhas solidárias e chegou a correr uma maratona com o objetivo de angariar fundos para investigação científica dedicada a esta patologia.

Antes do diagnóstico, Carr tinha construído o seu percurso no futebol feminino inglês, incluindo passagens por clubes históricos e pelas seleções jovens do país, como a seleção sub-19

Mais do que a carreira dentro de campo, muitos recordam agora a coragem com que enfrentou a doença e o empenho em transformar uma experiência pessoal difícil numa causa pública. Para colegas, adeptos e organizações ligadas à investigação médica, Amy Carr deixa um legado que vai muito além do desporto.

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