A internacional irlandesa Katie McCabe comentou pela primeira vez a polémica em torno de possíveis encontros entre as seleções da Irlanda e de Israel, num momento em que o tema divide opiniões dentro do futebol irlandês.

A capitã da equipa feminina, que também representa o Arsenal, afirmou que a realidade humanitária em Gaza é impossível de ignorar, classificando-a como uma situação “errada do ponto de vista humano”.
As palavras surgiram à margem da preparação da seleção feminina para os jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2027. Embora a discussão esteja sobretudo ligada à seleção masculina que poderá defrontar Israel na Liga das Nações , o assunto acabou por chegar também ao balneário da equipa feminina.
Segundo McCabe, responsáveis da Federação Irlandesa de Futebol reuniram com as jogadoras para esclarecer a posição oficial e explicar porque motivo os compromissos internacionais previstos não foram cancelados. A capitã reconheceu que o tema desperta emoções entre as atletas, sobretudo pela dimensão humanitária do conflito no Médio Oriente, e admitiu existir empatia dentro do grupo em relação à população palestiniana.
Entretanto, a controvérsia ganhou ainda mais visibilidade após um inquérito divulgado pela Irish Football Supporters Partnership. O levantamento indica que uma parte significativa dos jogadores e jogadoras irlandeses veria com bons olhos um boicote a partidas frente a Israel.
Mesmo assim, McCabe fez questão de sublinhar que os atletas não são quem decide estas questões. Na sua perspetiva, cabe às estruturas que dirigem o futebol tomar esse tipo de decisões. Aos jogadores, acrescentou, resta cumprir o dever de representar a seleção nacional sempre que são chamados.






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