O Estádio da Cidade de Barcelos foi o palco de uma exibição autoritária da seleção portuguesa feminina, que venceu a Eslováquia por 4-0 e confirmou o seu pleno de vitórias no grupo B3 da qualificação para o Mundial do Brasil 2027.

Desde o apito inicial, Portugal mostrou controlo total do jogo, pressionando alto, trocando passes rápidos e explorando as desmarcações pelas alas com uma mobilidade que desorganizou a defesa adversária.
A primeira oportunidade surgiu aos cinco minutos, quando Kika Nazareth cobrou um canto milimétrico e Fátima Pinto tentou finalizar, mas a guarda-redes Maria Korenciova conseguiu impedir. Portugal dominava com bola, alternando entre posse paciente e ataques rápidos. As combinações entre Kika e Lúcia Alves começaram a destacar-se: passes curtos, movimentos diagonais e troca constante de posições que deixavam a defesa eslovaca em permanente alerta.
Aos 19 minutos, a insistência deu frutos. Andreia Jacinto lançou Lúcia Alves, que conduziu a bola pela esquerda e encontrou Ana Capeta, que só precisou de encostar para abrir o marcador. O primeiro golo confirmou a superioridade portuguesa, mas a equipa não abrandou. Aos 31 minutos, Kika Nazareth arrancou num lance individual, dominou e rematou ao poste, arrancando suspiros das bancadas. Pouco antes do intervalo, Ana Capeta marcou o segundo golo com um toque de calcanhar, após passe milimétrico de Carolina Santiago, mostrando criatividade, timing e entendimento perfeito entre as jogadoras.
Na segunda parte, Portugal manteve o controlo do ritmo. Aos 47 minutos, Capeta voltou a aparecer, desta vez a assistir Carolina Santiago, que encostou para o terceiro golo. A equipa continuava a construir jogadas com paciência, explorando profundidade e largura, mantendo os ataques organizados e sempre perigosos. Pauleta estreou-se pela seleção, com a família nas bancadas a formar o seu nome em camisolas, e Nadia Bravo também entrou em campo, reforçando a profundidade da equipa.
O jogo teve ainda um momento de reflexão aos 56 minutos: um minuto de silêncio em memória das vítimas de violência doméstica em Portugal, acompanhado da frase “A Ausência tem um nome: violência” nas cadeiras do estádio, com aplausos emocionados de público e jogadoras.
Aos 73 minutos, Jéssica Silva concretizou o quarto golo, numa arrancada em que ultrapassou adversárias e rematou certeiro. Portugal continuou a controlar todas as fases do jogo, com transições rápidas, circulação de bola inteligente mantiveram a equipa no comando absoluto.
Com esta vitória, Portugal lidera o grupo 3 com seis pontos, seis golos marcados e nenhum sofrido, demonstrando não só eficácia mas também maturidade tática e criatividade ofensiva.
O próximo desafio será frente à Letónia, a 14 de abril, continuando a caminhada rumo ao Mundial com confiança e brilho.





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